quinta-feira, 3 de março de 2011

VISITAS PASTORAIS

A partir do Tempo Pascal deste ano de 2011 terão início as VISITAS PASTORAIS às nossas paróquias da arquidiocese. Serão visitas missionárias, com a participação dos Vigários Gerais e Episcopais, representantes da Coordenação Arquidiocesana de Pastoral e Comissões Arquidiocesanas de Pastoral, Chancelaria e Administração Econômica da Cúria.

Após as respectivas consultas, no início da Quaresma, divulgaremos os nomes das paróquias que serão visitadas e a respectiva data.

Para facilitar a preparação e realização das visitas, segue abaixo as orientações, conforme recomenda o Diretório para o Ministério Pastoral dos Bispos.

Que todos os nossos Párocos e Administradores Paroquiais, assim como o Povo de Deus entendam que a visita pastoral não tem o propósito de fiscalizar e sim aproximar e aconselhar. Tudo acontecerá em clima de paz, alegria e compromisso com a missão que Deus nos confiou com amor.

NATUREZA DA VISITA PASTORAL

“O Bispo é obrigado a visitar a cada ano a diocese, total ou parcialmente, de modo que visite a diocese toda ao menos a cada cinco anos, por si, ou, estando legitimamente impedido, pelo Bispo Coadjutor, pelo Auxiliar, pelo Vigário Geral ou Episcopal, ou por outro presbítero”. (CIC Cân. 396 § 1).

A visita pastoral é uma das formas, comprovadas e aprovadas pela experiência dos séculos, com a qual o Bispo mantém contatos pessoais com o clero e com os outros membros do Povo de Deus. É ocasião para fazer reviver as energias dos operários do evangelho, louvá-los, encorajá-los; e consolá-los; é também ocasião para chamar novamente todos os fiéis à renovação da própria vida cristã, a uma ação apostólica mais intensa. A visita, além disso, permite-lhe avaliar a eficiência das estruturas e dos instrumentos destinados ao serviço pastoral, a tomar conhecimento das circunstâncias e dificuldades do trabalho de evangelização, para depois poder determinar melhor as prioridades e os meios da pastoral orgânica.

A visita pastoral é, portanto, uma ação apostólica que o Bispo deve cumprir, animado daquela caridade pastoral que o apresenta concretamente como princípio e fundamento visível da unidade na Igreja particular (LG, 23). Para as comunidades e as instituições que a recebem, a visita é um acontecimento de graça que reflete, em certa medida, aquela especialíssima visita com a qual o “supremo Pastor” (1 Pd 5,4) e guardião das nossas almas (cf. 1 Pd 2, 25), Jesus Cristo, visitou e redimiu o seu povo (cf. Lc 1,68).

Estão sujeitos à visita pastoral “as pessoas, instituições católicas, coisas e lugares sagrados que se encontram no âmbito da diocese”, (CIC Cânn. 397 § 1; 259 § 2; 305 §1; 683 § 1; 806) compreendidos os mosteiros autônomos e as casas dos Institutos religiosos de direito diocesano e, consideradas as limitações de exercícios estabelecidas pela norma canônica, quanto se relaciona às igrejas e oratórios dos Institutos de direito pontifício (CIC Cânn. 397 § 2; 615; 628 § 2; 637 e 683).

MODO DE REALIZAR A VISITA PASTORAL ÀS PARÓQUIAS

Na visita às paróquias, o Bispo procure realizar, segundo as possibilidades de tempo e de lugar, os seguintes atos:

a) celebrar a Missa e pregar a Palavra de Deus;
b) conferir solenemente o sacramento da Confirmação, possivelmente durante a Missa;
c) manter encontro com o pároco e os outros clérigos que ajudam na paróquia;
d) reunir-se com o Conselho Pastoral ou, se não existe, com os fiéis (clérigos, religiosos e membros das sociedades de vida apostólica e leigos) que colaboram nos diversos apostolados e com as associações de fiéis;
e) encontrar-se com o Conselho para os Assuntos Econômicos;
f) manter um encontro com as crianças os adolescentes e os jovens que fazem a caminhada catequética;
g) visitar as escolas e outras obras e instituições católicas dependentes da paróquia;
h) visitar, na medida do possível, alguns doentes da paróquia.

O Bispo poderá também decidir outros modos de estar presente entre os fiéis, considerando os usos do lugar e a oportunidade apostólica: por exemplo, com os jovens, em ocasiões de iniciativas culturais e esportivas; com os operários, para ficar em sua companhia, dialogar etc.

Na visita, finalmente, não se deve omitir o exame da administração e conservação da paróquia: lugares sagrados e ornamentos litúrgicos, livros paroquiais e outros bens. Todavia, alguns aspectos desta tarefa poderão ser deixados aos vigários forâneos ou a outros clérigos idôneos, (CIC Cân. 555 § 4) nos dias precedentes ou sucessivos à visita, de sorte que o Bispo possa dedicar o tempo da visita sobretudo aos encontros pessoais, como compete ao seu ofício de Pastor (PG, 46).

PREPARAÇÃO DA VISITA PASTORAL

A visita pastoral, programada com a devida antecedência, requer adequada preparação dos fiéis, mediante ciclos especiais de conferências e sermões sobre temas relacionados com a natureza da Igreja, com a comunhão hierárquica e com o episcopado etc. Poder-se-ão também publicar opúsculos e utilizar outros meios de comunicação social. Para realçar o aspecto espiritual e apostólico, a visita pode ser precedida por um curso de missões populares, (CIC Cân. 770) que atinja todas as categorias sociais e todas as pessoas, inclusive as que estão desligadas da prática religiosa.

O Bispo também deve preparar-se de maneira adequada para efetuar a visita, informando-se com antecedência acerca da situação sociorreligiosa da paróquia: tais dados poderão resultar úteis a ele e aos ofícios diocesanos interessados, fornecendo um quadro real da situação das comunidades e ajudando a adotar as providências oportunas.

ATITUDE DO BISPO DURANTE A VISITA

Durante a visita, como em todo o exercício do seu ministério, o Bispo se comporte com simplicidade e amabilidade, dê exemplo de piedade, de caridade e de pobreza: virtudes estas que, somadas à prudência, distinguem o Pastor da Igreja. O Bispo considere a visita pastoral como quasi anima episcopalis regiminis, uma expansão da sua presença episcopal entre os seus fiéis (PG, 46).

Tendo como modelo Jesus – o Bom Pastor – apresente-se aos fiéis não “com ostentação de eloqüência” (1 Cor 2,1), nem com demonstração de eficientismo, mas revestido de humildade e bondade, mostrando-se interessado pelas pessoas, capaz de ouvir e de fazer-se compreender.

Durante a visita, o Bispo deve ter a preocupação de não onerar a paróquia ou os paroquianos com despesas supérfluas (CIC Cân. 398). Isto não impede, entretanto, as simples manifestações festivas, que são conseqüência natural da alegria cristã e expressão de afeto e veneração para com o Pastor.

CONCLUSÃO DA VISITA

Concluída a visita pastoral às paróquias, é oportuno que o Bispo redija um documento que testemunhe a realização da visita em cada paróquia, no qual lembre a visita feita, aprecie os compromissos pastorais e estabeleça os pontos necessários para uma caminhada mais empenhativa da comunidade, sem deixar de apresentar o estado das edificações destinadas ao culto, das obras pastorais e de outras eventuais instituições pastorais.
Dom Antônio Fernando Saurido, OSB
Arcebispo de Olinda e Recife

Fonte: Site da Arquidiocese de Olinda e Recife
Postado por Jessé Santos - PASCOM

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